Ford Maverick
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| Clássico Motor 302-V8 4.9 L |
Muitos pensam que o Maverick é um autêntico Muscle Car Brasileiro, porém foi criado nos Estados Unidos onde atingiu grande popularidade durante seus anos de produção que foram de 1969 a 1979, chegando ao Brasil apenas em 1973, não foi um sucesso de vendas por aqui, mas tornou-se “Lendário” de qualquer jeito. Como a crise do petróleo ainda não havia acontecido no fim dos anos 60 o conceito dele era ser um carro compacto barato e “econômico” para o padrão do país na época é claro. No Brasil a GM com o lançamento do Chevrolet Opala ganhou grande parte do mercado de carros médios de luxo, e a Ford de olho no seu concorrente resolveu então trazer o Maverick. Foi Apresentado inicialmente em três versões: Super, Super Luxo e o GT, os dois primeiros vinham com o motor Seis cilindros em linha ou opcionalmente o V8, podendo ter câmbio manual quatro marchas ou automático de três marchas na coluna de direção, o GT que era a topo de linha e tinha produção limitada se destacava externamente pelas faixas laterais adesivas na cor preta, capô e painel traseiro com grafismos pintados em preto fosco, rodas mais largas, um par de presilhas em alumínio no capô e, internamente um conta-giros sobreposto à coluna de direção do volante, esta versão vinha equipada com o clássico motor V8 302 polegadas 4.9 L com 199 hp de potência bruta (também usado para equipar algumas versões de Mustangs nos EUA). Porém toda sua Glória foi sendo “desmascarada” com os sucessivos testes aplicados no carro, eram alvo de criticas o pouco espaço traseiro nas versões de duas portas, assim como a má visibilidade traseira devido ao seu formato Fastback, a versão sedã de quatro portas não continha nenhum desses dois defeitos, mas a preferência do publico na época eram os carros de duas portas, Mas dentre todos esses defeitos o que sofreu maior critica foi sem dúvida, o Motor Seis Cilindros herdado do Willys/Itamaraty. Com pouca potência ele fazia de 0-100 km/h em mais de 20 segundos e seu consumo era muito elevado, o que rendeu ao Maverick a fama de beberrão e pesou muito nos anos da crise do petróleo, a opinião pública já dizia “andava como um quatro cilindros e bebia como um oito”, na verdade em algumas faixas de velocidade bebia até mais que o motor oito cilindros. Em 1975, quando a fábrica de motores da Ford foi terminada em Taubaté-SP o antigo Seis cilindros foi abandonado pelo famoso propulsor Georgia 2.3 OHC, era um 2.3 L de quatro cilindros em linha, tinha melhor aceleração e menor consumo, porém o questionamento que ficou no ar foi “ se o seis cilindros já era fraco, como um de quatro cilindros poderia ser melhor?” e tudo isso contribuiu para o rápido declínio do Ford Maverick. Ainda em 1975 a Ford lançou no Brasil o Maverick Quadrijet uma verdadeira Lenda para os amantes de velocidade, o motor era equipado com um carburador de corpo Quádruplo, coletor de admissão, apropriado, comando de válvulas de 282° e taxa de compressão elevada, aumentando a potência de 135 cv para 185 cv chegando a uma incrível aceleração de 0-100 km/h em apenas 6,5 segundos com velocidade máxima de 205 km/h, sendo o primeiro carro em série no Brasil a ultrapassar os 200 km/h. No modelo 77’ também denominada de Fase 2 do Maverick, vieram algumas alterações estéticas no interior grade dianteira, e novas lanternas traseiras maiores, na parte mecânica o sistema de freio se tornou mais eficiente, o eixo traseiro com bitola mais larga e suspensão revista para o uso de pneus radiais, nesta fase foi introduzida a versão LDO (Luxuosa decoração opcional), o motor 302-V8 se tornou opcional em todas as versões, inclusive na GT que passou a ser oferecida com o 2.3 OHC. Parou de ser produzido em 1979 chegando à marca de 108.106 unidades produzidas.



